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Borobudur e Prambanan em Jogjakarta (26 de Outubro)

A alvorada foi, como habitual, por volta das 7 horas, nem deu para apreciar o hotel que parecia ser tão confortável e mimoso.

Neste dia tivemos direito a guia. Cada vez que temos um guia novo, especialmente em ilhas diferentes, demoro uma hora a habituar-me ao inglês macarrónico e ao sotaque esquisito. Escusado será dizer que passo uma hora a perguntar “que é que ele disse? não entendi nada!”.

A visita do dia começou com uma ida ao Borobudur, o templo budista mais alto do mundo que já foi afectado por terramotos inúmeras vezes sendo que o mais recente foi em 2006; afectou claramente as infraestruturas do templo.

Seguimos para a visita à casa do sultão que ainda lá vive mas que não tivemos oportunidade de cumprimentar, devia estar nos seus aposentos. A parte da casa que se pode visitar tem muitas salas museu com objectos diversificados, desde ofertas de outros países a objectos pessoais dos últimos sultões e até um canhão português figurava na lista de objectos do museu. O sultão pode ter oficialmente 25 mulheres, o actual tem apenas uma, de momento, mas o pai dele tinha tido 5 mulheres e 22 filhos.

Visitámos ainda uma fábrica de pele onde a pele de búfalo é trabalhada manualmente com muito pormenor e detalhe para depois construir marionetas.

O último templo desta viagem foi Prambanan, um templo ao mesmo tempo hindu e budista, com pormenores referentes a ambas as religiões. Este parque, que contém vários edifícios, sofreu claramente com o último terramoto (2006). As marcas do terramoto são evidentes, nem tivemos oportunidade de visitar por dentro o edifício de Shiva (deusa do vento) pois encontrava-se vedado com obras de reconstituição a decorrer no interior.

A visita guiada terminou neste templo e chegou-se a hora de nos levarem ao aeroporto para apanhar o avião para Jakarta, não aguentaríamos mais 500km na carrinha… Era altura de nos despedirmos da nossa estimada carrinha que nos levou por tantos quilómetros e tantas aventuras.

Tudo no nosso dia corria de feição até nos vermos numa sala de embarque num aeroporto com 4 portas, quase do tamanho da sala lá de casa, com o avião atrasado 2 horas e sem nenhum sítio onde pudéssemos comprar comida decente. O avião levantou super atrasado e uma hora depois aterrámos em Jakarta, já tarde como tudo.

A primeira impressão da cidade de Jakarta foi boa, àquela hora da noite o trânsito já não estava muito empacotado e a cidade tem edifícios muito altos, bonitos, com muitas luzes, neons, nem parecia o mesmo país por onde tínhamos andado nos últimos dias, uma civilização à parte.

Já na recepção do hotel deram-nos apenas uma chave de quarto dizendo que era para os 5! Claro que ficámos a olhar uns para os outros sem saber o que fazer, a pensar que qualquer coisa na reserva não tinha corrido bem! Decidimos, ainda assim, ir ver como era o quarto. Quando chegámos ao 10º andar tínhamos à nossa espera um apartamento com 3 quartos, sala, cozinha, casas de banho, tudo com óptimo aspecto. Quase às 23h30 e sem jantar a nossa fome era mais que muita, decidimos então encomendar qualquer coisa pois tanto o restaurante do hotel como os das redondezas já tinham encerrado há um par de horas. Bom, àquela hora a pizzaria já não servia, nem as outras que tínhamos como opção, nem mesmo o Burger King! Última opção: McDonalds. Estava aberto e a servir! A fome era tal que até o hamburguer raquítico do McDonalds marchou, já passava da meia noite!

Com a barriga mais aconchegada, o cansaço falou mais alto e o dia que parecia não querer terminar de todo, ficou mesmo por ali.

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