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Segundo dia em Bali (18 de Outubro)

No hotel Kubu Bali, na encosta da montanha, o pequeno almoço, além de ser no edifício em frente à piscina, tinha uma vista fantástica para a encosta, com o mar ao fundo.

Às 9h da manhã já o nosso novo guia nos esperava na recepção com o nosso motorista, super simpáticos e prestáveis. No caminho para o templo passámos pela cerimónia de um casamento em que os noivos seguiam para um templo com oferendas para os deuses.

Começámos a visita pelo grande templo de Besakih, o maior e mais antigo templo de Bali, dedicado aos deuses (não decorei os nomes dos deuses) da terra (simbolizado pelo amarelo), do fogo (vermelho), da água (preto), do ar (branco) e do vento (todas as cores juntas). O templo foi começado a construir no ano 800 e demorou cerca de 300 anos a ser construído, além de ser enorme é mesmo muito detalhado. Em Abril há sempre uma grande celebração no templo por altura da lua cheia. As estátuas que habitualmente se vêem nas entradas destes templos são os guardiões e têm sempre “vestida” uma peça preta e branca que representa o bem e o mal (como o Yin/Yang chinês). Aqui é costume vestir as estátuas pois acreditam que, assim como as pessoas não devem andar despidas, as estátuas também não. Isto é feito porque há a crença que as estátuas (e também é feito em árvores grandes, pedras grandes, etc) são seres e como tal, não devem andar despidos. Nos templos há também a estátua de uma tartaruga, o símbolo de Bali, e o dragão em torno da mesma simboliza protecção.

Almoçámos num restaurante com a melhor vista de sempre, tinha vista para o maior lago de Bali (Danau Batur) e para a terceira montanha mais alta de Bali com cerca de 2km de altura (Mount Abang). Conseguimos ainda ver as marcas de algumas erupções mais recentes na montanha que tínhamos mais perto de nós.

A viagem foi muito feita em estrada de curva e contracurva, por entre montes, sempre com a mão na buzina, por cidades e aldeias até chegar a Air Panas, uma nascente termal em que a água é rica em ferro e enxofre. Claro que assim que nos metemos dentro de água os calções e fatos de banho passaram a apresentar uma tonalidade amarela. Aqui até o guia entrou na água connosco.

Daí para o hotel foram 10 minutos, quando lá chegámos até nos espantámos, de noite para noite os hotéis têm vindo claramente a subir o nível. A primeira coisa que fizémos assim que nos instalámos foi sair pelo portão da frente do hotel, que dava para a praia, e ir meter o pé no Oceano Índico, pela primeira vez na vida. Naquele local, a areia da praia é preta o que transformava a água do mar em qualquer coisa menos espessa do que lama, mas com a mesma cor. Optámos pela piscina (um autêntico caldo) e é óptimo estar sentada dentro de água no bar da piscina a beber uma Bintang fresquinha.

Ao jantar convidámos o guia e o motorista para jantar connosco no restaurante do hotel, já que ao almoço tinham recusado amavelmente, mas como à noite insistimos muito eles aceitaram que lhes oferecêssemos o jantar. Foi um serão muito agradável, eles a falar de Bali, da Indonésia, de nunca terem saído da Indonésia por ser muito caro e por haver dificuldades de visto, dos hábitos das pessoas aqui e nós a partilhar informação sobre Portugal. Em qualquer lado onde vamos, se dissermos que somos de Portugal começam logo a enumerar figuras portuguesas conhecidas, o primeiro é sempre o Cristiano Ronaldo, depois Nani, Luís Figo e houve um que até falou no Coentrão e no Ricardo carvalho. Ao que parece por aqui gostam de futebol mas o desporto oficial é badminton.

A humildade e simpatia do nosso guia e do motorista cativaram-nos no primeiro segundo e ao jantar tivemos oportunidade de os ouvir contar coisas sobre eles, o país e a cultura, que aqui é muito marcante.

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