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Bonjour Paris (21 Outubro)

Antes de viajar para a cidade-luz fiz um plano de visita aos monumentos e locais de maior interesse, tendo em conta os três dias completos de estadia em Paris, dividi a cidade em três partes e designei monumentos e locais para cada dia.

O objectivo desta viagem era, essencialmente, conhecer Paris a pé, usando o metro apenas quando realmente necessário. O plano para o primeiro dia incluía Arco de Lá Defense, Arco do Triunfo, Trocadéro, Torre Eiffel, Museu d’Orsay, Place de la Concorde, Jardin de Tuileries, Arc du Carroussel e um tour nocturno de bicicleta pela cidade.

Antes de dar início à aventura do dia, tomámos o pequeno almoço completo no Café le Nazir (7,50€ incluía café, sumo, croissants e pão com chocolate), na Rue de Abbesses, perto do apartamento onde ficámos, em Montmartre. É muito giro sair à rua pela manhã e ver a vida a acontecer com naturalidade, a peixaria, a frutaria e a florista a abrir, tudo pela fresca. Tendo em conta o plano, apanhámos o metro em Blanche, linha azul, a estação de metro que ficava ao fundo da nossa rua, que por acaso ficava de frente para o Moulin Rouge. Seguimos na direcção de Porte Dauphine, em Charles de Gaulle trocámos para a linha amarela e subimos à superfície em La Defense.

Assim que subimos demos de caras com o Arco de La Défense, todo ele envolto numa grande neblina matinal. Este Arco é um monumento situado no centro financeiro de Paris que recebeu o nome por estar situado neste moderno bairro, o bairro de La Defénse, assim chamado em memória à resistência oposta pelos franceses às tropas prussianas na guerra de 1870-1871. O Grande Arco é um cubo oco de 112 metros de altura coberto de mármore branco e aberto ao meio. Foi construído em 1989 na altura do bicentenário da Revolução Francesa, que simboliza uma janela aberta para o mundo.

Seguimos pela Avenida Charles de Gaulle até ao Arco do Triunfo, foram cerca de 5km a andar a pé praticamente sempre em linha recta, quando lá chegámos já o sol mostrava o ar da sua graça. O Arco do Triunfo foi mandado construir por Napoleão Bonaparte em comemoração às suas vitórias militares e foi inaugurado em 1836. Na base do Arco está o túmulo do soldado desconhecido. O Arco fica situado da Praça Charles de Gaulle, uma das extremidades da famosa Avenida dos Champs Elysées. O Arco do Triunfo representa, desde sempre, o patriotismo e o orgulho francês.

A partir daqui apanhámos uma das muitas ruas que saem do Arco, a Avenue Foch e, cortando logo na primeira à esquerda seguimos pela Avenue Raymond Poincaré e fomos ter ao Trocadéro, o local com uma das melhores vistas para a Torre Eiffel onde todos tiram as suas fotografias tendo como cenário a grande estrutura metálica.

Descemos pelos jardins do Trocadéro, atravessámos a Pont d’ léna sobre o rio Sena e chegámos à Torre Eiffel para tirar fotografias de todos os ângulos possíveis e imaginários. A Torre Eiffel está situada no Champ de Mars e é um ícone mundialmente conhecido. Além de ser o monumento mais alto de Paris, a Torre Eiffel é o monumento pago mais visitado do mundo, milhões de pessoas sobem aos seus patamares todos os anos. A Torre, com 324 metros de altura, foi inaugurada a 31 de Março de 1889 em jeito de comemoração do centenário da Revolução Francesa. Foi a estrutura mais alta do mundo desde a sua conclusão até 1930, quando foi inaugurado o Chrysler Building em Nova Iorque. Há um plano de remodelação da Torre para que o primeiro andar passe a ter parte do chão em vidro para permitir aos visitantes ver Paris debaixo dos seus pés, a 57m de altura. A partir de 2014 passará também a produzir parte da energia que necessita para funcionar.

O jardim onde se encontra a Torre é grande, como tudo em Paris, e alberga agora uma exposição de ursos pintados pelos diversos países do mundo.

Ao fundo do jardim encontra-se a Escola Militar, com uma vista absolutamente privilegiada para a Torre Eiffel. Seguimos a nossa caminhada com o intuito de chegar ao Museu d’Orsay mas como ainda não tínhamos o GPS de papel (também conhecido por mapa) e os mapas no iPhone requeriam internet, lá fomos nós à descoberta cada um nas suas sapatilhas. Pelo caminho passámos junto a um grande edifício que não sabíamos identificar, tentámos dar a volta para ver se na entrada tinha alguma placa mas o edifício ocupava mesmo muito espaço, juntamente com os seus jardins. Quando finalmente chegámos à entrada vimos que era Les Invalides, uma espécie de hotel construído em 1670 para dar abrigo aos inválidos dos exércitos de Luís XIV. Ainda hoje acolhe inválidos mas também é sede de vários museus. Napoleão Bonaparte encontra-se ali sepultado, assim como o coração de Sébastien Le Prestre de Vauban, um ilustre arquitecto militar francês.

Continuámos a nossa caminhada para o Museu d’Orsay, mas depois de passarmos a rua dos Ministérios deu-nos a fome, que a hora já ia avançada, e acabámos por parar no Mucha Café, na Boulevard Saint-Germain, para comer uma lasanha à bolonhesa (13.50€) muito saborosa.

O Museu d’Orsay estava logo ali uma rua à frente, um edifício imponente e com uma grande fila para entrar. As colecções do museu apresentam principalmente pinturas e esculturas de arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914. Entre outras, estão aí presentes obras de Van Gogh, Monet, Degas e Maurice Denis. O edifício que actualmente alberga o museu, era originalmente uma estação ferroviária, a Gare de Orsay. Em 1939 deixou de ser o terminal da linha que ligava Paris a Orleães devido ao comprimento reduzido do cais e passou a ser uma estação suburbana. Mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de posto de correios. Em 1977 o Governo francês decidiu transformar o espaço, fechado desde 1973, num museu.

Atravessámos o Sena para a outra margem e encontrámos o Jardin des Tuileries. Este jardim tem uma grande dimensão, como todos em Paris, e fica entre o Louvre e a Place de la Concorde. Tem cerca de 25 hectares e ainda segue o desenho realizado pelo arquitecto paisagista responsável, André Le Nôtre, em 1664. Este jardim faz parte do Eixo histório (Axe historique) que vai desde o Arco de La Défense ao Museu do Louvre.

Entre o Jardim e o Louvre, na Praça do Carrossel, está o Arco do Triunfo do Carrossel, um monumento de 1809, também construído por Napoleão Bonaparte e celebra a vitória dos exércitos franceses na Batalha de Austerlitz.

Seguindo caminho chegámos à Place de la Concorde, onde o rei Luis XVI e a sua mulher Maria Antonieta foram guilhotinados. A Place de La Concorde é a segunda maior praça de França, a maior da capital francesa e foi palco de importantes acontecimentos da história de França. O obelisco egípcio de Luxor, com 3300 anos, foi transportado para França em 1836, oferecido pelo Egipto em reconhecimento ao francês Champollion, o primeiro tradutor de hieróglifos. O obelisco tem 22,86 metros e pesa 227 toneladas. Está sobre uma base de 9 metros e coberto com uma pequena pirâmide dourada com mais três metros e meio, acrescentada em 1998. O obelisco serve também de quadrante solar, graças às linhas traçadas no solo à sua volta.

A tarde terminou Champs Elysées acima com desvios pelo meio até regressar de novo à Torre Eiffel. A Avenue de Champs Elysées é a avenida mais conhecida de Paris, também conhecida por La plus belle avenue do monde. Tem 71m de largura e 1.9km de comprimento e é aqui que se situam as lojas luxuosas e os cafés mais caros da cidade.

Este foi o percurso feito a pé na cidade no primeiro dia, cerca de 21km:

Antes de partir para Paris reservámos um tour nocturno de bicicleta com a Fat Tire Bike Tours. O ponto de encontro era às 19h na perna sul da Torre Eiffel, claro que antes da hora marcada já lá estávamos e fomos os primeiros a chegar. Quando o grupo chegou ao limite, distribuíram se os guias e fomos a pé até à sede da empresa, ali perto, para ir buscar as bicicletas, coletes e ouvir as regras da visita. De bicicleta, já de noite, passámos por muitos pontos de interesse da cidade, a primeira paragem foi em Berthillon para comer um gelado e ouvir algumas explicações históricas dos sítios onde passámos nomeadamente a Catedral de Notre Dame. Continuámos a visita, passámos pelo Quartier Latin, île de la Cité e île Saint Louis , Louvre, Eiffel, St Chapelle, entre outros. A certa altura deixámos as bicicletas e fomos apanhar o Bateaux Mouches para um passeio no Sena, com direito a beber uns copos de vinho. No regresso, apanhámos as bicicletas, passámos na Ponte de Alma (onde fica o túnel onde morreu a Princesa Diana) e regressámos à sede da empresa. A viagem durou cerca de 4 horas e os guias, que falavam inglês, eram mesmo muito simpáticos. Paris à noite é realmente bela, cheia de luzes, ou não fosse Paris conhecida como a cidade-luz.

Este foi o percurso feito de bicicleta, cerca de 13km:

Já era quase meia noite quando passámos num restaurante, o Firmin na Avenue de Suffren, e comemos uma pizza em jeito de ceia, uma vez que saltámos o jantar. Como já era tarde, preferi regressar de taxi, foram 12.50€ dali até ao Moulin Rouge, o lugar onde estávamos alojados.

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2 thoughts to “Bonjour Paris (21 Outubro)”

  1. Ola,

    Pelas fotos, achei que vale a pena visitar Paris em Outubro, pois a paisagem oferece um visual muito bonito e romântico

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