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City Tour em Nova Iorque (3 de Julho)

Uma vez que tínhamos cerca de 2 dias para visitar a imensa Nova Iorque, que tanto tem para ver, optámos por um City Tour na manhã do segundo dia de estadia na Big Apple.

Nova Iorque não tem uma ponta por onde se comece mas nada melhor que começar na zona do coração verde da cidade. O Columbo Circle, uma homenagem ao navegador europeu Cristóvão Colombo, foi construída em cumprimento dos 400 anos da América. Esta estátua fica na intersecção da Broadway com Central Park West, Central Park South (59th Street) e Eighth Avenue no sudoeste do Central Park.

O tão famoso Central Park tem 4Km de comprimento e 800 metros de largura, é claramente o sítio onde os nova iorquinos gostam de ir passear em família, fazer piqueniques, correr, andar de bicicleta, namorar e tantas outras coisas. É no Central Park que se respira um pouco de ar puro na loucura de cidade que é Nova Iorque. Já todos vimos filmes com cenas no Central Park, entra-se lá e parece que em algum momento da nossa vida já lá estivemos  mas confesso que nunca imaginei que tivesse tal dimensão. Já tinha mencionado os esquilos do Central Park mas no City Tour fiquei a saber que eles podem transmitir raiva às pessoas, é preciso ter cuidado com aqueles pequenos bichos amorosos.

Havia, em tempos longínquos, uma lei que dizia que as casas não poderiam ser mais altas que as igrejas. É por isso que muitas casas das ruas de Nova Iorque têm uma faixa que divide a parte antiga (mais baixa que a igreja) e a parte nova.

No cruzamento da Central Park West e da West 72nd Street fica The Dakota, edifício construído em 1884, de construção neogótica, o edifício onde viveu  John Lennon e onde foi assassinado a 8 de Dezembro de 1980, entre os dois portões do edifício. A mulher de John Lennon, Yoko Ono, ainda hoje mantém o apartamento de ambos naquele edifício, que vale 24 milhões de dólares. Dizem até que aquele é um edifício maldito, também ali viveu John Kennedy que morreu de acidente de avião, foi ali que Roman Polanski filmou Rosemary’s Baby e, posteriormente, a sua esposa Sharon Tate foi assassinada com um garfo. Ao atravessar a rua estamos logo no Central Park e logo aí existe uma espécie de Memorial ao John Lennon.

Passámos em frente ao Museu de Ciências Naturais, construído em 1869 e ainda hoje se mantém o maior do mundo, onde foi filmado “Uma Noite no Museu”. Devido à falta de tempo não tivemos oportunidade de visitar o Museu, é possível que nem um dia inteiro desse para visitar o museu inteiro.

Nova Iorque é uma cidade rochosa e pode-se ver isso no Central Park onde existem muitos rochedos. Ficámos a saber que Central Park é uma fraude, é verdade, nada daquilo ali estava há muitos anos atrás. Em tempos longínquos, os terrenos do Central Park foram plantações de tabaco. A casa do lago, que se vê em tantos filmes, é uma representação das antigas casas dos camponeses que cuidavam das plantações. Viviam ali cerca de 1600 pessoas que cuidavam do tabaco. Os lagos de Central Park também são artificiais, a única coisa natural naquele parque, que já existia efectivamente, são as pedras. Hoje em dia existem mais de 1500 câmaras de vídeo em Central Park, de modo a manter a ordem. Diz-se que o Alex, o leão do Madagascar, vive numa casa em Central Park.

Nas ruas vêem-se muitas casas com escadas por fora do prédio, isto explica-se com o facto de em 1892 ter havido um grande incêndio em S. Francisco e a partir dessa altura começou a ser obrigatório ter outra via de fuga para evitar as tragédias.

Seguimos viagem até ao Bairro de Harlem. Este bairro começou a ser criado em 1658, em 1664 os ingleses tomaram a ilha. Antes da vinda dos ingleses New York chamava-se New Amsterdam. Neste bairro há uma grande cultura afro-americana com imensos clubes de jazz. Harlem é um bairro residencial, as casas têm todas uma espécie de cave que se destinava aos escravos. Quando saímos à rua para um pequeno passeio o guia deu-nos duas recomendações: não dizer preto, negro ou outra coisa do género que é uma grande ofensa e a outra recomendação foi não ficar no caminho das pessoas, também não é bem entendido aqui. A criminalidade neste bairro tem vindo a descer, há muita polícia à paisana, já lá vão os anos em que, em média, uma pessoa era assassinada por dia. Em Harlem nasceram os Harlem Globetrotters, a equipa de basquetebol profissional americano cujos jogos são puro entretenimento, algumas das suas receitas ainda hoje são doadas à instituição em Harlem. Harlem faz fronteira com a zona este do Central Park.

Já não me lembro do nome da rua mas sei que passámos numa rua cheia de museus, desde o Museu de Arte Latina, Museu da Cidade, Museu do judaismo, Guggenheim Museum, Metropolitan Museum of Art (um dos maiores do mundo), The Frick Collection (um dos maiores de colecções privadas), entre muitos outros, estes foram apenas aqueles que consegui identificar.

Passámos na Biblioteca da Cidade onde foi filmado o filme “The Day After Tomorrow” e algumas cenas do “Spider Man”, e no Empire State Building que tem 443m de altura que depois da queda das Torres Gémeas retomou o título de maior edifício de Nova Iorque mas que está prestes a perder o título para a nova Torre da Liberdade que terá 192 pisos e 598m, construída no lugar das Torres Gémeas.

O primeiro arranha-céus de Nova Iorque foi o Flatiron Building com 87m construído em 1902 e que hoje se confunde na floresta de betão que é Nova Iorque.

A famosíssima 5ª Avenida começa no Bronx e vai até Downtown, são 8km de rua. No final da 5ª Avenida fica a Washington Square que já foi um cemitério, um parque militar, uma praça pública e agora é um parque. Tem este nome em homenagem a George Washington, onde está a estátua do mesmo de um lado como militar e do outro como presidente.

Soho era o bairro onde antigamente se fazia a roupa de feira, agora é um sítio da moda onde estão muitos estilistas famosos.

Chinatown é o típico bairro dos asiáticos, há pessoas a viver em Chinatown que nunca de lá saíram e nem inglês falam. São pessoas muito racistas nesta miscelânea de culturas que Nova Iorque comporta.

Todos os tribunais situam-se na Worth St com a Lafayette St, o principal tribunal é o federal.

Nova Iorque tem aquele sistema de ruas das cidades novas, avenidas e ruas com números tudo em esquadria, no entanto, na zona antiga, a zona que foi holandesa, todas as ruas têm nomes.

Passámos na igreja que teve um papel de grande relevância no 11/09 pois era para onde as pessoas eram recolhidas e era onde os bombeiros descansavam.

No meio dos prédios de Wall Street, fica o mais antigo parque da cidade, o Bowling Green Park. É um pequeno jardim em forma de círculo, com bancos e mesas onde as pessoas almoçam. À sua volta ainda subsiste a vedação original do século XVIII e no meio há uma grande fonte de pedra. A maior atracção neste parque é, actualmente, uma enorme escultura em bronze de um touro o Charging Bull, da autoria de Arturo Di Modica, que aqui está desde 1989 e que é um símbolo de Wall Street.

Depois do 9/11 e durante 5 anos, tudo à volta das antigas Torres Gémeas esteve fechado por ter ficado afectado. As obras para erguer ali um memorial e um conjunto de torres ainda maiores continuam, dentro de alguns meses poderemos ver uma lufada de ar fresco em NY, a cidade que tanto sofreu com aqueles atentados que o mundo não esquece. Dentro de uma das Torres haverá uma cascata com o nome de cada uma das pessoas que morreu naquele acidente trágico que parou o mundo.

Terminado o city tour, ficámos por nossa conta, claro que estando ali queríamos ver a famosa Estátua de Liberdade de perto, então apanhámos o barco para a ilha onde esta está situada, a dar as boas vindas a quem chega. A Estátua da Liberdade foi inaugurada em 1886. Este monumento comemora o centenário da assinatura da Declaração da Independência dos Estados Unidos da América e foi um presente de França para os Estados Unidos. No bilhete de visita à Estátua e ao terreno envolvente dão-nos um aparelho que nos permite ouvir toda  a história à volta da Estátua da Liberdade e foi assim que fiquei a saber um conjunto de curiosidades acerca deste tão famoso monumento. Não tivemos oportunidade de entrar na Estátua pois encontra-se fechada para recuperação.

Apanhámos novamente o ferryboat e seguimos para Ellis Island, a alfândega onde era feito o registo dos emigrantes que chegavam aos Estados Unidos entre 1892 e 1954, ainda antes de entrar na cidade. Quase 12 milhões de pessoas chegaram a esta ilha à procura de uma oportunidade no novo mundo. A partir de 1990, o edifício foi transformado em museu, albergando materiais originais, como documentos e fotografias, dispostos nos 3 andares do edifício.

No regresso tivemos oportunidade de passear a pé no Ground Zero, e mais do que lembrar a destruição, assistimos à evolução e ao reerguer de um povo. Centenas de pessoas aguardavam a sua vez para visitar o Memorial, nós limitámo-nos a circular por ali e absorver o ar pesado da tragédia e ao mesmo tempo o ar leve e fresco do caminho que há pela frente.

À noite tivemos oportunidade de sair para jantar perto da Broadway num restaurante brasileiro, que saudades que eu tinha de comida normal, e realmente deu para ver que Nova Iorque é a cidade que nunca dorme.

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